Sporting... sempre!

Esforço, dedicação, devoção e glória!

Thursday, September 29, 2005

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Champions League

FCPorto 2 – 3 Artmedia

A equipa do futebol maravilha voltou a perder na champions. Voltou a perder frente a um adversário inferior, visivelmente limitado, com a agravante de ter estado a vencer por 2-0, e de o jogo se ter realizado no Dragão.
Voltou a ver-se um Porto de ataque, à procura do espectáculo, a provocar orgasmos múltiplos nos relatadores/comentadores, e a satisfazer os adeptos.
Por instantes Co Adriaanse faz parecer que o futebol portista só existe do meio-campo para a frente. Coloca-se no início um ‘trinco’ bom de bola (Ibson), um médio de classe que sem laivos de vedeta também vai defendendo (Lucho), e depois quatro homens de ataque puro, sem preocupações defensivas que não seja recuperar bolas para partir rápido para o ataque. A isto junta-se a inegável qualidade dos intérpretes, e a sua versatilidade ofensiva.
Está de pé um gigante com pés de barro!
Na defesa, Baía vai valendo aqui e ali, mas já não tem idade para milagres. A forma como ontem, no segundo golo, foi sentado, sem que nenhum defesa o auxiliasse mostra o isolamento do guarda-redes. A defesa é globalmente pobre, está pouco rotinada, e os seus elementos são medíocres. Bosingwa e Peixoto são adaptações que desenrascam ofensivamente (Peixoto é do melhor que cá existe em bolas paradas…), mas que defensivamente deixam muito a desejar. No centro da defesa, sem adaptações, as coisas não melhoram. Ricardo Costa vai dando sinais de flop (ontem esteve nos 3 golos…) e Bruno Alves é ainda pior. Toda esta situação se passa com Jorge costa como 5ª opção, o que não deixa de ser discutível.
Mas o que tem que se admitir é que a defesa também não é ajudada pelos outros sectores (atente-se às palavras de Bosingwa no final do jogo!), e isso tem sido visível.

Resumindo, o Porto voltou a mostrar bom futebol, em especial na primeira parte. Mostrou ser bem melhor que o esforçado Artmedia, e não merecia sair derrotado, porque teve muitas mais oportunidades de fazer golo que o adversário. Mas os vários erros defensivos, e especialmente os equívocos na filosofia de jogo, ditaram nova derrota. Não é admissível que uma equipa com o nível e a experiência do FCPorto perca um jogo em casa depois de o estar a vencer por 2-0, ainda para mais frente a um adversário desconhecido e limitado.
Agora segue-se o Inter, e vencer os italianos em casa tornar-se-á decisivo para chegar a um dos dois primeiros lugares. Não será fácil, mas há valor para seguir em frente.

Wednesday, September 28, 2005

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Champions League

Man Utd 2 – 1 Benfica

O Benfica perdeu uma oportunidade de ouro de trazer um resultado bem positivo de Old Trafford.
Note-se que embora este Manchester esteja longe de uma equipa de topo europeu, longe de um Chelsea, uma Juventus ou Barcelona, a verdade é que continua a ser uma boa equipa, com óptimos executantes, com dois jogadores que fazem a diferença, Ronaldo e Giggs, e com um finalizador nato, Nistelroy, mais um bom central e um promissor defesa esquerdo adaptado, já internacional. Pobre foi o meio-campo, que sem Keane fica banal.
Mesmo assim o Benfica esteve bem, entrou a criar perigo, e com um pouco de sorte até poderia ter marcado. Depois o ManUtd recuperou, e marcou, com alguma felicidade.
Na segunda parte entrou melhor o ManUtd, mas quem marcou foi o Benfica, em livre perfeito de Simão. Estava relançada a partida.
Depois, bom depois é fácil escrever aqui que Koeman foi medroso, e que os jogadores se contentaram com o empate.
Eu prefiro dizer que Pereira não deveria ter entrado (aliás nunca deveria entrar, dada a sua qualidade!), que Miccolli deveria ter sido substituído por um avançado, e que a equipa não deveria nunca ter-se recolhido à sua área. Porque terá Beto ficado tanto tempo em campo será sempre um mistério…
Ao recuar, o Benfica semeou ventos, e num lance de bola parada, colheu a tempestade que já se adivinhava. É curioso que quem marcava Ferdinand era Petit (para que servem os centímetros de Luisão?), tal e qual o que aconteceu no primeiro golo do Gil na Luz.
Ao Benfica cabe agora lutar com o Vilarreal pela segunda posição no grupo, pois penso que o ManUtd, que melhorará com o tempo, acabará por ser primeiro. Não perder em Espanha, já a seguir, dará vantagem decisiva. Já o contrário colocará os encarnados com um pé na Uefa…

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Liga Betandwinjornada 5

Penafiel 1-3 Benfica

Boa vitória do Benfica, que para já tem lidado bem com a pressão de não poder perder mais pontos sob pena de deixar fugir os rivais na classificação.
Com uma eficácia curiosa, que lhe permitiu dois golos em dois remates, com dois golos excelentes em três, o Benfica vai calando as criticas (e os criticos), renascendo das cinzas.
Os adeptos já nem se lembram da pálida imagem deixada no AlvaladeXXI, e já só pensam no grande clássico do Dragão, onde o Benfica poderá catapultar-se para a defesa do título conquistado na época passada.
Koeman ganhar novo fôlego, mas cometeu um pecado que lhe deixará pouca margem de manobra – ‘aceitou’ a equipa feita pelos jornais, e agora, sempre que a mudar e não obtiver resultados terá que ouvir sempre os mesmos a queixarem-se e a lembrar-lhe quem deve jogar.

FCPorto 2 – 0 Belenenses

Boa vitória dos azuis do Dragão, contra uma das mais difíceis equipas que os grandes encontrarão na Liga.
O FCPorto jogou bem, continua a jogar ‘à Adriaanse’, e o público, muito público, gosta e reconhece qualidade. Não se pode pedir mais ataque, mais jogadores atacantes, mais risco e mais espectáculo a esta equipa. Resta saber como vai ser quando não aparecerem os resultados…
Mesmo assim há que dar mérito à exibição do Belenenses, que teve duas boas chances para marcar antes mesmo do Porto chegar à baliza contrária com perigo. Silas é um óptimo jogador que merece mais do que um clube que jogue para a Europa. E foi pena que o 2-0, que matou a (tentativa de…) recuperação dos lisboetas tivesse ocorrido daquela forma, pois o jogo não o merecia.
Para mim, este Belenenses é o maior candidato ao 5ºlugar.

SportingCP 1 – 0 Vitória de Setúbal

O Sporting voltou a jogar mal, a jogar ridiculamente a espaços, o que cada vez se entende com maior dificuldade.
É certo que o Sporting mereceu por inteiro a vitória, fruto essencialmente da pobreza vitoriana que acabou o jogo sem um lance de real perigo, sem incomodar o adversário.
Mas jogar 70min frente a uma das mais fracas equipas da Liga, ainda para mais reduzida a 10 jogadores, com uma postura ultra-defensiva (mais ainda depois da expulsão!) torna difícil de perceber algumas das escolhas de Peseiro, que esteve mal.
Sou insuspeito para criticar peseiro, porque quase sempre o tenho defendido. Mesmo assim penso que o problema de Peseiro esteve longe de ser a problemática substituição de Liedson por Beto. Onde Peseiro errou foi no 11 escolhido. Frente a um adversário ultra-defensivo, a pensar claramente no 0-0, como é possível jogar defensivamente com Miguel Garcia (que é voluntarioso a defender, mas que não ataca!), com Tonel (que é bom a defender um ponta de lança, mas que desta vez não tinha quem defender!), com Loureiro (que é um trinco de destruição, e nunca de construção!) e ainda se dar ao luxo de colocar Paíto a jogar?
Depois da entrada de Paíto (uma nulidade a defender, a atacar, a passar a recepcionar! No maior engano do jogo acertou com um cruzamento em Deivid…) o Sporting abdicou de 4 jogadores para criar espaços no ataque, mesmo jogando com mais um elemento. Deivid, que fez a diferença na primeira parte foi perdendo gás, Douala (a precisar de passar uns anos no Boro) está completamente fora de forma e Liedson foi sendo cada vez mais manietado pela marcação, fazendo sobrar Moutinho e Alves para a tarefa de esburacar a defensiva sadina. A entrada de Wender ocorreu com 40 min de atraso, a de pinilla nunca veio a verificar-se…
Depois de tanto tempo a jogar tão mal, Peseiro apenas assegurou com Beto que conseguiria vencer. Do mal, o menor.
Se o Sporting tivesse jogado com Rogério, Beto, Polga, Tello (depois Pinilla!), com Moutinho, Alves e Deivid, e com Wender, Douala(Nani) e Liedson, o Sporting ter-se-ia arriscado a golear claramente este vitória pobrezinho.

Peseiro terá agora pela frente dois jogos curiosos. Frente ao Halmstads não chegará vencer, há que golear, e acima de tudo jogar bem, e ao ataque! Frente ao Gil o Sporting terá que vencer, de forma a estar em condições de aproveitar o clássico que se aproxima… e tudo isto com o estigma dos lenços brancos!


Arbitragens

Voltou a ser muito boa a arbitragem na jornada 5. Houve de tudo, e para todos os gostos.

No Penafiel, Barrionuevo deveria ter visto expulsão directa aquando do primeiro amarelo (entrada duríssima) e deveria ter visto novo amarelo mais tarde. Apenas o treinador penafidelense viu, porque até os comentadores televisivos (cada vez piores!) acharam o lance duvidoso!
No jogo do Dragão o lance do segundo golo é claramente irregular. Já a escolha do árbitro parece-me ajustada, pois apitar nas Antas com um coro de assobio a cada vez que apita mostra o bom senso desta nomeação! Luís Guilherma continua a marcar pontos…
Em Alvalade o penalty é claro, mas na expulsão ficam dúvidas se deveria ter sido expulso Moretto ou Auri – eu achei a decisão a mais correcta, pois existe contacto logo com o guarda-redes.
Numa rápida vista de olhos por outros campos, ficou por assinalar penalty grosseiro contra o Boavista, que daria expulsão do jogador boavisteiro, com o resultado em 1-1… tirem as vossas conclusões.

Saturday, September 24, 2005

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Co ingénuo ou talvez não!


O treinador do FCPorto veio esta semana pôr a nu algumas evidentes limitações do futebol português.
Fê-lo sem querer entrar em polémicas, mas exagerou nas críticas, e deu a ideia de que falou do que não sabe!
Acha estranho que haja tão pouco público nos estádios. Entende-se. Achou incrível que o clube português com mais adeptos (praticamente tantos como todos os outros juntos…) tenha tido uma assistência inferior a 30 mil adeptos na estreia da Champions. Entende-se.
Depois começaram os equívocos. Co Adriaanse acha impossível que se pratique bom futebol com castigos de amarelos a cada 5 amostragens, sequencialmente. Para o holandês até se perceberia a primeira sequência, mas depois os castigos seriam quase consecutivos, o que em Portugal apenas aumentaria o clima de suspeição antes dos jogos.
Alguém imagina o que seria se o Benfica tivesse 3 jogadores castigados antes de um derby frente ao Sporting, e porventura estes amarelos tivessem sido mal mostrados, ou pior, se o critério do jogo encarnado tivesse sido rigoroso, e o do Sporting benevolente? Ou vice-versa?

Na minha opinião Co Adriaanse não percebeu ainda que em Portugal o adepto comum não gosta de futebol, mas antes gosta de ver o seu clube vencer!
E como resultado destes gostos, vai-se ao estádio quando a equipa ganha, jogue bem ou mal, pratique bom ou mal futebol. Atente-se ao exemplo recente do Benfica, que tem a Luz Às moscas 2 meses depois de um almejadíssimo título. O resto pouco interessa.
Mas ainda há um pormenor que não se pode descuidar. O preço dos bilhetes. Adriaanse ainda não percebeu que em Portugal se ganha menos de metade do que se ganha na Holanda, e os bilhetes custam o dobro, ou mais, para não falar dos jogos que envolvem os grandes quando visitam os campos de clubes menores!

E depois há uma crítica generalizada ao futebol português, que é comparado ao futebol holandês. Parece-me no mínimo pretensioso.
Só o FCPorto, clube que Adriaanse treina, ganhou mais nos últimos 3 anos, que todos os clubes holandeses juntos nos últimos 15anos! E em selecções, no passado recente, Portugal já não fica atrás da Holanda…
Registe-se ainda que me parece que Adriaanse confunde futebol que atrai público com futebol com muitos golos. Ora bem, não me parece que alguém goste de ver a sua equipa perder por 6-5… por isso tudo é muito relativo.

Wednesday, September 21, 2005

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Liga Betandwin.comJornada 4


SLBenfica 4 – 0 U.Leiria
Bom jogo dos encarnados, que serviu essencialmente para se ficar a saber que afinal Koeman é muito bom treinador, desde que alguém lhe diga quem deve pôr a jogar de início.
E Nuno Gomes? Bom, está aqui o grande ponta-de-lança por que todos clamavam! O pormenor é apenas pôr alguém a fazer dupla com ele, e se esse alguém for Miccolli, por quem já suspira a Juventus (desejosa de o trocar por Ibrahimovic ou Trezeguet!), então estamos perante a maior dupla de ataque do futebol português.
Numa semana tudo mudou. A equipa miserável que se arrastou em Alvalade e perdeu para o pobre Sporting está agora em grande forma, e não se fala mais nisso!
Como é especial o futebol!


SCBraga 0 – 0 FCPorto
Tenho que confessar que fiquei um pouco desiludido com o jogo de Braga, que esperava que fosse bem melhor.
O FCPorto, e o seu treinador, bem tentaram levar a equipa para a frente, jogar em parada e resposta, marcar golos (mesmo arriscando a sofrer alguns!), mas o Braga não é equipa para isso! Mesmo assim foi pena que os bracarenses não tivessem mostrado argumentos físicos para matar o jogo na parte final, quando o Porto já jogava partido em dois e com Lucho a fazer de oásis no miolo portista!
De realçar que ao contrário do que disse Jesualdo, foi o Porto que teve as melhores chances de golo.
E realço ainda que o lance de Sonkaya sobre Rossato é penalty (só não vê o puxão claro nos calções quem fechar os olhos), e que o de Bruno Alves sobre Luís Filipe também o é, pois a entrada do central portista é claramente faltosa (se fosse no meio campo era falta e amarelo para o defesa, como é dentro da área não se passa nada!).


Nacional 2 – 1 SportingCP
O meu Sporting continua a jogar mal, e desta vez, para variar, até perdeu. E mereceu, iga-se, pois voltou a querer jogar apenas 20 minutinhos, numa partida de 90!
Deivid, o grande reforço da época, marcou um golo do outro mundo, mas até isso pareceu fora de programa.
Pelo resto da equipa, exibições fraquíssimas como as de Douala, Sá Pinto, Loureiro, Rogério ou Wender justificam o facto de Benquerença ter conseguido levar a água ao seu moinho!
Do árbitro vou evitar de falar em demasia, até porque era uma injustiça o Sporting ganhar um jogo a jogar tão pouco. E começo logo por dizer que ao contrário de muitos que acham que Benquerença tem um ódiozinho de estimação para com o Sporting, eu apenas acho que Olegário é um árbitro péssimo! Aliás, a seguir a Paixão e António Costa, aparece Olegário, como o exemplo de como vai a arbitragem em Portugal.
Para se analisar a arbitragem de Olegário há que referir duas vertentes, a sua, e a dos seus auxiliares. Os auxiliares estiveram fraquinhos com dois lances importantes e errados. Ainda na primeira parte anularam erradamente um lance de ataque ao Nacional que punha o avançado na cara de Nélson. No lance do segundo golo madeirense, é visível que os braços e a cabeça de André Pinto estão adiantados em relação ao último homem do Sporting, o que deveria ter invalidado o lance. Mesmo assim ambos os lances eram de julgamento difícil, em especial o segundo.
Já a arbitragem de Olegário foi risível. O critério utilizado nas faltas originou situações caricatas. A falta era sempre do jogador do Sporting. Liedson (com este Olegário tem um trauma!) fez sempre falta quando se fazia à bola, já Ávalos nunca fez faltas sobre Liedson!
E depois o critério dos amarelos. O de Tello é patético, pois o chileno não toca sequer o jogador do Nacional. O de Loureiro nasce de um lance em que este corta claramente a bola, tocando no adversário já com a perna de trás, num lance que nem de falta era (e daqui nasceu o empate!). O de Alves foi mostrado por mão na bola, quando o jogador é claramente derrubado pelas costas.
Saliente-se ainda que por 3 vezes Ávalos e Bruno agarraram Deivid, Wender e Liedson por trás, quando estes saiam em contra-ataque, já no meio campo adversário. Das 3 vezes foi assinalada falta, e em todas elas ficou por mostrar o cartão amarelo.
Um critério à Olegário, que já na época passada expulsou Paíto em duas faltas e ofereceu assim a vitória aos madeirenses. Curioso que já na época passada este jogo apareceu depois do derby de Alvalade, quando o Sporting ia na frente e podia ganhar mais vantagem ainda sobre os adversários.
Cirúrgico dirão alguns, coincidências dirão outros.

Monday, September 19, 2005

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Taça Uefa


Setúbal 1 – 1 Sampdória
Os sadinos jogaram o que puderam frente a um adversário mais forte, e mostraram que venderão cara a mais que provável eliminação aos italianos.
Curioso no jogo o facto de a imprensa quase toda ter branqueado o fora-de-jogo claro no golo italiano.
E se em Itália Tchomogo (o outro) tirarem novos coelhos da cartola, quem sabe se a Samp não poderá vir a ser surpreendida?

Estrela Vermelha 0 – 0 SCBraga
Um Braga frio e calculista conseguiu um óptimo resultado em Belgrado adiando para ‘a pedreira’ a discussão de uma eliminatória que será difícil para ambos os clubes.
O nulo é um resultado perigoso, porque obrigará o Braga a vencer, mas há futebol que chegue na cidade dos arcebispos para derrotar os ex-jugoslavos.

Halmstads 1 – 2 SportingCP
No pior jogo da temporada, onde só se jogou bom futebol nos primeiros 15 minutos, o Sporting quase carimbou a passagem à fase de grupos da Uefa.
Jogando sempre com 10 (Silva está longe de jogar…), os leões não mostraram vontade de ganhar confortavelmente ao adversário sueco.
O jogo valeu essencialmente para perceber que Wender poderá ser opção séria para a equipa e que J.Alves está a entrar de pantufas na equipa, o que o colocará na polé-position, a par de Martins, para a curto prazo substituir Rochemback.
O melhor da equipa foi a meu ver Deivid, que não jogando na cara do golo, não sendo um finalizador nato, mostra belos pormenores, faz assistências, e ainda vai tendo tempo para marcar.
Curiosa foi a interpretação do golo sofrido pelo Sporting. O comentador encarnado viu claramente um penalty, e foi falando repetidamente, vezes sem conta, na expulsão de Nelson! O que eu vi foi um mergulho claro do jogador do Halmstads que nem falta foi! O lance deveria ter continuado, dando provavelmente origem a golo (embora o jogador que remata pareça já adiantado em relação à bola, o que poderia ter originado um fora-de-jogo!). Pena que o comentador ainda estivesse a pensar que estava a ver o jogo do sábado anterior…

VitóriaSC 3 – 0 Wisla Cracóvia
Grande vitória do Vitória! Pontapé na crise, e nos polacos, conseguindo um resultado que lhe abre óptimas perspectivas para o embate de Cracóvia. Na Polónia, um Vitória defensivo e concentrado não deverá deixar fugir esta oportunidade de ouro de aceder à fase de grupos da Uefa.
Pena que na Liga as coisas não estejam fáceis, e que o calendário mais próximo não ajude, com visitas consecutivas a Belém e à Luz, que dificultarão a carreira do Vitória.



Na globalidade foi muito boa a participação portuguesa, tendo ficado a ideia de que a vitória do FCPorto na terça-feira poderia ter sido a cereja em cima deste bolo europeu!
Mesmo assim, e à excepção do Setúbal, todos têm boas hipóteses de continuar na Uefa, e na Champions, Porto e Benfica mostraram argumentos para serem sérios candidatos à passagem nos respectivos grupos.

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Champions League

SLBenfica 1 – 0 Lille

O Benfica entrou com o pé direito na Champions, obtendo um resultado importante para as aspirações a conseguir um lugar na fase seguinte.
Num jogo em que o Lille pouco ou nada fez para vencer (teve apenas uma oportunidade clara de golo!), fez-se justiça no resultado já bem perto do final, curiosamente pela cabeça do mais baixo jogador em campo.
Koeman aceitou a equipa que os jornalistas lhe prepararam (com todos os riscos que isso lhe poderá custar!), o Benfica jogou melhor, vários jogadores pareceram mais rotinados neste esquema idêntico ao de Trapattoni, e a equipa fez as pazes com o pouquíssimo público que apareceu na Luz.
Outra vantagem clara é o facto de a difícil viagem a Manchester ser agora encarada com menos preocupação.

Wednesday, September 14, 2005

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Champions League

Glasgow Rangers 3 – 2 FCPorto

Começou mal a temporada europeia dos portistas, 24h depois de Co Adriaanse prometer lutar com afinco pela conquista da competição.

Frente a um adversário de indiscutível menor valia, comprovada no encontro de ontem, os azuis falharam em variadíssimos aspectos e o resultado espelhou isso mesmo.
Nos primeiros 30 minutos os azuis entraram bem, controlaram o jogo, jogaram com a bola à flor da relva, pressionaram bem lá à frente, e não deram grandes hipóteses aos escoceses. Depois, num lance típico do adversário, numa bola longa, a defesa portista foi muito mansa a procurar o alívio, e esta sobrou para Lovenkrands, que aproveitando o adiantamento de Baía colocou a bola por cima num remate vistoso.
Até ao final da primeira parte deu logo para perceber que tacticamente o FCPorto não estava a escolher o melhor caminho. Em vez de sossegar o ímpeto dos escoceses, embalados pelo público, o FCPorto entrou numa táctica suicida de bola lá bola cá, dando supremacia aos escoceses que são mais impetuosos a atacar a bola. Bem perto do intervalo, valeu a benevolência do árbitro que não assinalou penalty claro de Pepe, que afastou da bola Jeffers com ambas as mãos sem nunca ver a bola…
No recomeço da segunda parte o FCPorto volta a entrar a matar e faz golo cedo, num desvio de Pepe a um canto superiormente marcado por Peixoto. Mais que o empate, este golo teve o dom de silenciar por largos minutos o público ensurdecedor. Pouco depois Sokota teve a melhor oportunidade do jogo, falhando na cara de Waterreus. Numa altura em que o jogo estava mais dividido, embora sempre com controlo do miolo pelo Porto, e num lance fortuito, Baía introduz com a perna direita a bola na sua baliza, em lance onde existe claro contacto de Prso com o guardião português, passível de falta.
Voltava a desvantagem, voltava o barulho do público e Co Adriaanse trocava Diego e Alan por Almeida e Quaresma. De repente o FCPorto perdeu o meio-campo, e ficou com dois avançados pouco móveis e pouco técnicos na frente. Pouco depois o joelho de Sokota cede e o FPorto fica com 10 homens. Inexplicavelmente, o FCPorto, pretensamente descontente com o empate, continua a jogar o jogo pelo jogo, não abdica de 3 jogadores bem lá na frente, desprotegendo o meio campo, permitindo os cruzamentos dos escoceses com facilidade, e o constante 1 contra 1 entre avançados escoceses e centrais portugueses. O inevitável aconteceu já perto do fim, com mais um balão para a área, Pepe a ver jogar, Baía a controlar a bola para fora, e esta a anichar-se no fundo da baliza.
Mesmo mostrando ser superior, o FCPorto perdia devido a demasiados equívocos, principalmente de ordem táctica.
Não desprezando a qualidade do futebol ofensivo do FCPorto (onde ontem faltaram Lisandro e Benny…) este FCPorto não sabe defender. E não apenas porque tem maus interpretes na defesa, que os tem, mas essencialmente porque não há rotinas defensivas. Esta época os azuis sofrerão muitas vezes 2 e 3 golos, principalmente contra equipas que tenham capacidade (e coragem!) de não se limitarem a defender. Acredito no entanto que muitas serão também as vezes que os azuis rechearão as balizas contrárias de golos…

Positivo
O FCPorto tem ofensivamente uma equipa fortíssima. Mesmo sem Lisandro (de fora por questões físicas) e Benny (pelas tranças) criaram-se oportunidades que chegavam para vencer.
Peixoto é medíocre a defender, perde muitas bolas na intermediária, mas nas bolas paradas é exímio. Ambos os golos do FCPorto têm o seu carimbo, e dois ou três livres ainda levaram muito perigo ao adversário.

Negativo
Benny não pode deixar de jogar nestes encontros, com ou sem tranças. Ou joga, ou então que se decidam de uma vez por todas, e o coloquem na equipa B.
É um desperdício colocar Lucho tão longe da baliza adversária. O argentino deve apoiar Diego, e nunca ser o mais recuado do meio-campo.
Pepe, que até marcou dois golos foi ultrapassado 3 vezes nos golos, sempre por via aérea num jogo em que entrou para reforçar o poderio aéreo da equipa azul.
Alain saiu quando estava a ser muito melhor que Jorginho, e para o seu lugar entrou um desconexo Quaresma que ao não marcar de trivela, nada adiantou.
Sokota. Mas quem anda a impingir este rapaz a Adriaanse? O Porto tem 4 ou 5 soluções melhores que Sokota…

O caso
O lance que origina o 2-1 para os escoceses trouxe à memória o lance decisivo do nosso último campeonato.
Prso, mais impetuoso que Baía fez-se à bola e esta acabou na baliza portuguesa.
Os comentadores, do costume, ao contrário do que se passou em Maio, acharam desta vez que o árbitro esteve mal, porque o contacto entre Baía e Prso é evidente. Ninguém ousou colocar em questão o guarda-redes portista. Parece-me bem.
Sinceramente acho que Baía foi anjinho a atacar a bola e cometeu o erro de, com todo o tempo do Mundo, não chegar com as mãos onde Prso chegou com a cabeça. Mas isto ninguém admite de Baía.
Mas a verdade é que o contacto de Baía com Prso é evidente, e deveria ter sido assinalada falta! O golo foi mal validado.

Pena é que em situações semelhantes se veja a conclusão diametralmente oposta. Em Maio também Ricardo poderia ter-se saído melhor, também Ricardo poderia ter atacado com mais raça a bola, também Ricardo foi visivelmente tocado, e também Ricardo sofreu falta. Mas em Maio não se poderia ter perdido um título tão dificilmente trabalhado por todos…

Tuesday, September 13, 2005

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Champions League

O FCPorto entra hoje na mais importante competição da europa de clubes, com esperanças justificadas de uma boa carreira que passará essencialmente pela qualificação na fase de grupos.
O Primeiro jogo, em Ibrox Park, reveste-se de primordial importância. O Rangers está a passar por uma fase menos boa, como o prova a sua carreira no campeonato, e uma vitória azul e branca na Escócia será um passo de gigante para uma qualificação descansada, a julgar pela menor valia do Artmedia Petrezalka no grupo.

O momento do Porto passa essencialmente por duas figuras – Co Adriaanse e Benny.
Benny é indiscutivelmente o melhor avançado dos portistas, e a entrada em rota de colisão com o clube não augura nada de bom para nenhuma das partes.
Co Adriaanse, à boa maneira portista, é o homem do momento. Del Neri era o espelho do futuro da escola italiana, Fernandez era o treinador de futuro espanhol que tinha dado 7 ao Benfica e Couceiro o novo Mourinho, disciplinador e competente como nenhum outro em Portugal – todos saíram sem honra nem glória.
Agora Adriaanse é o espelho da portentosa escola holandesa (a mesma de Koeman!). O homem é um disciplinador nato porque não deixa os jogadores jogar de anéis, de trancinhas ou mesmo que se atrasem 7 segundos para o pequeno almoço!
O treinador é tão bom que pegou num mísero lote de jogadores (Baía, Ibson, Luxo, Jorginho, Diego, Postiga, Lisandro, Benny, Almeida, etc…) e conseguiu vencer o fortíssimo Estrela por 1-0, o experiente Naval por´3-2 e o até então líder Rio Ave por 3-0 com o primeiro golo a aparecer aos 87min. Está mais que provado que Adriaanse será muito melhor que Mourinho!
Se não soubesse diria que este era o natural empolamento de qualidades que a imprensa atribuiu a tudo quanto é contratado pelo Benfica, mas a necessidade de passar a imagem que Pinto da Costa não se engana num treinador 4 (quatro) vezes seguidas em menos de 15 meses, faz com que o holândes esteja condenado a ser um extraordinário treinador!

Pelo sim pelo não espero que as tranças de Benny não façam falta já hoje em Glasgow (que o façam apenas domingo…) e que o FCPorto, como todos os outros clubes portugueses envolvidos nas competições europeias, dignifique o nosso país.

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Jornal A Bola – a segunda instituição

Não é novidade, mas nunca é demais salientar a isenção e qualidade jornalística deste espaço informativo de quiosque. Aqui está a descrição, visível na edição on-line do jornal, sobre os segundo e terceiro golos do derby:

1 – 1 por Simão, na já habitual superior conversão de um livre directo, sem hipóteses para Nelson.
2 – 1 por Liedson, a desviar de cabeça cruzamento de Tello.


No golo encarnado faltou referir que o lance já havia sido testado nos treinos, e que estamos perante o maior especialista da Europa em bolas paradas.
No golo do Sporting deduz-se que o cruzamento foi banal, que a cabeçada também, e que a oposição a Liedson era nula. E a bola nem foi muito colocada…

Registe-se ainda que na edição de ontem, o Jornal A Bola já sabe de fonte seguríssima que Nelson só vai abandonar o 11 do Sporting quando o Sporting perder por culpa dele. E pelos vistos Ricardo será negociado em Janeiro porque senão a sua situação na selecção complica-se…
O que seria do País sem esta instituição?

Sunday, September 11, 2005

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O Sporting 1 a 1

Nélson (3) – Nunca teve um derby tão fácil e provavelmente nunca o voltará a ter. Não teve erros nem intervenções de relevo. Ingloriamente não teve oportunidade de mostrar se poderá ser uma séria alternativa a Ricardo…
Rogério (2) – Fez um bom jogo, secando o ‘inglês’ durante a primeira parte, mas depois foi perdendo fulgor e acabou completamente estourado.
Tello (4) – Cruza como ninguém em Alvalade (e em Portugal), e é uma pena que não tenha mais uns centímetros que o ajude a defender um pouco melhor. O segundo golo é metade seu! Como encaixava bem na ala esquerda de comum um jogador assim…
Tonel (4) – Foi a surpresa, com um exibição perfeita. A forma como tirou a bola ao ‘inglês’ e depois o sentou ainda na primeira parte mereceu aplausos de golo!
Polga (4) – Esteve muito bem, mas uma falta despropositada deu o golo ao adversário. Está a ser o melhor jogador neste início de época.
Loureiro (4) – Começou mal, porque não tinha ninguém a quem marcar o que lhe dificulta a vida. Depois marcou um golaço, empolgou-se e na segunda parte contou com Gomes para marcar, e arrancar a melhor exibição desde que chegou.
Moutinho (3) – Já é o motor da equipa e não engana. É pura classe.
Sá Pinto (3) – Foi o grande capitão e deu tudo, como é habitual. Sem o fulgor ofensivo de outros tempos, nunca recusa uma disputa de bola ou um lance dividido, e por muito pouco não fez o golo, negado em cima da linha.
Deivid (3) – Joga numa posição afastada da baliza e ainda não mostrou poder de fogo, mas esteve em bom nível. Tem uns pés que não enganam, e ao lado de Liedson será fundamental, tal como o foi ontem, ao deixar a bola para Loureiro com uma simulação, que promoveu o primeiro golo.
Douala (2) – Tem muita velocidade, mas foge muito do jogo. É intermitente e quanto mais importante é o jogo, pior se exibe. Foi o jogador de que menos gostei.
Liedson (4) – O rapaz resolve e está tudo dito. Fez um grande golo, mas no lance em que Luisão apareceu na linha de golo, rodopiou de forma genial sobre Moreira, e merecia mais. É a figura da Liga.

Wender (2) – Um óptimo reforço, na minha opinião, opção clara para 4-3-3 com dois extremos e também para dar garra às alas. Entrou muito bem, e aposto na titularidade para 5ªfeira.
Alves (1) – Entrou também bem, mas vai aumentar a proponderância na equipa e será, a médio prazo a muleta de Moutinho no miolo.
Pinilla (1) – Entrou tarde, mas foi esforçado, correu muito, fez um corte óptimo a Simão, e em antecipação por muito pouco não marcou em cima do apito final.


O Benfica 1 a 1

Moreira (3) – Num jogo destes estava condenado a ser o melhor em campo dos encarnados, mas foi-o com muito mérito, e com uma defesa enorme, que adiou o golo… 60 segundos.
Anderson (2) – É um bom central, não tenho dúvidas, e não esteve mal. Está lançado para a titularidade, pelo menos com Koeman.
Luisão (2) – A sua capacidade aérea normalmente impõem-se, mas Liedson não é normal, e Luisão perdeu de forma inglória nas alturas. Mesmo assim foi dos mais esforçados e dos poucos que merecem nota positiva.
Rocha (1) – Esteve bem até se equivocar e ser expulso. A defesa esquerdo é uma pena.
Pereira (0) – A culpa de este rapaz jogar não é dele, e por isso nem vale a pena comentar a sua não-exibição. E logo numa altura em que o Barreirense está à procura de um reforço para a ala direita.
Nelson (1) – Pretensamente lateral direito, jogo em ambos os lados, mas mostrou-se sempre muito nervoso, cometeu vários erros e nunca atacou a preceito. Não está fácil engrenar.
Fernandes (2) – Mais recuado perde visibilidade na equipa, mas não foi por ele que os encarnados perderam.
Karagounis (1) – Chegou, e sem saber sequer o nome dos companheiros jogou. Foi defendendo, mostrou capacidade de passe, mas nunca chegou à área contrária. Um equívoco.
Simão (1) – Uma primeira parte fraquíssima do senhor 20M€. 15 minutos perdido na segunda parte, e um livre para a cabeça de Tonel que o revigorou. Acabou a ser a figura, mas contando sempre com a ajuda de Rogério, de gatas.
Miccolli (0) – Não se pode dizer muito mal do reforço italiano, porque embora não tenha feito um jogada de perigo em todo o jogo (sofreu a falta do golo!) a verdade é que pôr um “Rui Barros” a jogar entre dois centrais altos e corpulentos não lembra ao Diabo. Mas lembrou a Koeman…
Carlitos (1) – Uma grande surpresa, mas a verdade é que enquanto jogou, esteve mais activo que o companheiro do outro flanco, mas aí imperou o ‘nome’ do jogador.

Gomes (3) – O jogador é criticado, não marca golos, não presta mas em meia parte jogou mais que os outros 3 avançados em todo o jogo. Como é possível não jogar neste Benfica?
Beto (1) – Um equívoco este rapaz, disse desde o início, quando o quiseram comparar a um grande reforço. Só mesmo no Benfica a imprensa poderia endeusar este rapaz esforçado. Mas a jogar a lateral direito é uma parádia só comparável a Pereira.
Alcides (1) – Entrou para a direita, e por aí foi estando. Pouco ou nada fez para além de seguir os adversários, mas pouco mais se lhe poderia pedir.

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SuperLiga

SportingCP 2 – 1 SLBenfica

O Sporting venceu ontem o seu rival de sempre de forma justa, simples, e porventura natural, dadas as evidências.
Não me recordo sequer de uma exibição tão pobre do Benfica em Alvalade desde 1986… algo que por coincidência, Manuel Fernandes fez questão de recordar, ainda antes do jogo começar…

O jogo começou (e foi-o quase sempre!) fraco, fruto da desinspiração leonina, e da postura ultra-defensiva dos encarnados.
O Sporting fez uma pálida exibição, ao nível da recepção ao Belém, mas valeu-lhe o adversário.

O Benfica torna difícil qualquer análise, porque não se consegue perceber sequer a forma como se apresenta. Com Pereira e Nelson nas alas era suposto atacar? Com Karagounis como médio box-to-box era suposto dar apoio ao avançado? Com a ‘torre’ Miccolli sozinho na frente era suposto querer o quê? O Benfica procurou o 0-0, depois fruto do ‘azar’ chegou ao 1-1, que tentou em vão defender, e depois ainda tentou o 2-2 com Luisão a ponta de lança.
Uma equipa que joga 90min para não perder, normalmente perde, e assim foi.
Realce-se ainda que o Benfica, a despeito de 2 ou 3 cruzamentos sem seguimento, 2 ou 3 remates frouxos que nem obrigaram Nelson a ir ao relvado, marcou um golo num ressalto, e teve mais uma única oportunidade de golo em todo o jogo, conseguida pelo seu defesa central! Sintomático…
O Sporting, num jogo fraquinho, marcou dois óptimos golos, teve 3 bolas evitadas sobre a linha, uma defesa portentosa de Moreira, e mais 3 ou 4 remates perigosos bem defendidos.

Peseiro voltou a mostrar, nas substituições, pouca vontade de encostar o Benfica às costas e golear o adversário. Com 1 jogador a mais, Wender e depois Pinilla demoraram uma eternidade para entrar e não se percebe como foi possível deixar largos minutos Liedson sozinho frente aos ‘3 centrais’… Mesmo assim Peseiro voltou a montar bem a equipa, que mostrou que sabia para o que ia, e vai mostrando que os reforços parecem ter vindo para ajudar, nomeadamente Tonel e Loureiro, isto já com Wender e Alves a mostrarem ser alternativas…
Koeman arrisca-se a passar definitivamente a alvo de chacota nacional, fruto das suas escolhas, e de ser cada vez mais óbvio que não conhece o futebol português, os seus jogadores, e a postura que o Benfica, como grande clube português, tem que ter sempre! Uma não-vitória frente ao pobre Lille será, quer Veiga queira quer não, o fim da linha…

Paulo Costa esteve razoável, melhor do que eu esperava, beneficiando do facto de ter um jogo fácil. Apitou muito no início do encontro, falhou no amarelo de Karagounis em puxão de 30m a Moutinho, falhou no amarelo a Polga no lance que daria o golo do Benfica, e no vermelho que Beto merecia, mas o final de jogo eminente serve de desculpa. Os fiscais de linha não estiveram também muito bem, tiraram mal dois fora-de-jogo a Simão que o deixavam solto na linha, e erraram em decisões de lançamentos, essencialmente o que acompanhava o Sporting no primeiro tempo.

O ambiente esteve muito bem, o público portou-se à altura do derby, e as claques voltaram a desiludir, nada que não se torne infelizmente corriqueiro…

Saturday, September 10, 2005

Liedson resolve!!!

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O derby dos derbies!

Joga-se amanhã o maior derby do futebol nacional, no mais belo dos estádios nacionais!

Se olharmos à tradição destes derbies, em que normalmente vence o mais fraco, principalmente se estiver em pior momento, poderemos dizer que o Sporting se atreve a sair goleado!

Os leões começaram muito bem o campeonato vencendo os dois jogos de forma clara, contra dois adversários difíceis, pese embora o Marítimo esteja para já a desiludir.
As águias, actuais campeãs nacionais, fizeram o inverso, não tendo conseguido vencer nenhum dos seus jogos, e não tendo sequer conseguido um golo, mesmo com adversários teoricamente mais acessíveis.

Mas a tudo isto juntam-se 15 dias de interregno, que ajudaram os encarnados a esquecer as mágoas, e os leões a perderem o ritmo de vitórias, situação que vem equilibrar um pouco as contas.

E ainda há as mudanças na equipa, mais os reforços e os lesionados que poderão condicionar o derby. Do lado leonino meia equipa está no estaleiro. Ricardo parece que continua ‘protegido’, embora não se perceba muito bem do quê… Beto, Edson e Custódio estão lesionados, Martins estará com falta de ritmo, Rochemback emigrou, e Wender e João Alves estão só agora a entrar na equipa!
Os encarnados têm uma peça fundamental na equipa de baixa, Petit, enquanto Miccolli promete já fazer parte dos eleitos e Karagounis é pouco provável, pois fará no máximo um treino com os colegas.

Estou em crer que será um derby equilibrado, com o Sporting a entrar mais ofensivo e a tentar marcar cedo. Mais do que estar em crer, espero que seja isso que venha a acontecer.

O Sporting terá que marcar golos para vencer o derby, e não me parece que um ou dois venham a chegar. Estou curioso para ver como se porta Moutinho, agora promovido a patrão de equipa, e para saber se Peseiro entrará já com os dois extremos em simultâneo…
A minha aposta para a equipa será Nelson; Rogério, Polga, Tonel e Tello; Loureiro (J.Alves), Moutinho, Sá Pinto; Douala, Deivid (Wender) e Liedson. E com Nani, Pinilla e Martins como alternativas ofensivas de banco.

O Benfica estará naturalmente mais pressionado, fruto de um atraso significativo na classificação, e de tudo o que de fulcral pode acarretar uma ainda maior desmotivação dos adeptos em caso de derrota contra o arqui-rival. Se já assim não se vendem os tão aclamados ‘kits’, como será daqui a seis meses, quando vierem as cotas?
Os encarnados jogarão ou com 3 centrais (um sério risco, principalmente com Douala inspirado…) ou então numa espécie de 4-4-2, com Rocha à esquerda, encaixando em Deivid.
A minha aposta vai para Moreira; Luisão, Anderson, Rocha, Nelson, João Pereira (Leo) , Beto (Karagounis) e Fernandes; Miccolli, Simão e Gomes (Geovanni). Em caso de se abdicar dos 3 defesas, talvez Geovanni sacrifique Pereira…

Quanto ao árbitro da partida, penso que foi uma escolha errada, aliás como tantas outras.
Não acho que foi errada porque o árbitro vá favorecer o Benfica (mesmo tendo já recusado apitar o SCP), nada disso, penso apenas que o foi porque há árbitros melhores em Portugal (também os há piores, á certo…) e Henriques, P.Proença e Duarte Gomes são 3 bons exemplos, e o mais importante jogo de futebol em Portugal deveria ter sempre o melhor árbitro possível!
Faz-me confusão que um árbitro precise de 20 anos de carreira para justificar a escolha para um scp-slb.

Espero que tudo corra pelo melhor, que as claques e os adeptos em geral se comportem dentro dos limites (eu vou tentar dar o exemplo!) e que vença o melhor, torcendo para que o melhor seja o meu SPORTING!

Thursday, September 08, 2005

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A ‘equipa’ de Scolari

Sempre que joga a selecção podem ler-se nos jornais (e ouvir-se nos programas de índole jornalística!) um chorrilho de queixas, acusações e essencialmente críticas ao treinador Scolari.
Como todos os portugueses que gostam de futebol, também eu tenho a minha equipa, tenho a minha táctica, e as minhas opções. Pior, não percebo algumas opções do treinador.

O seleccionador/treinador é mau? Para mim é o melhor que a selecção já teve. Tem a grande vantagem de ser estrangeiro, de não ter de prestar favores, de não sofrer de uma natural clubite, e de ser livre de fazer as suas escolhas. Mas também tem o mérito (e não é pouco!) de ter conseguido construir uma equipa, de a pôr a jogar futebol, e de unir o país em torno de um objectivo comum! E porque não, de ter conseguido resultados como nenhum outro!

Será que então não discordo em nada com o seleccionador? Claro que discordo. E muito. Baía deveria ser convocado. R.Rocha deveria ter uma oportunidade, Custódio também, Pauleta deveria ser proibido de jogar futebol e comigo Figo não estaria provavelmente a jogar. Quim, Jorge Ribeiro, Matias e Alex não são jogadores de selecção, e Boa Morte deixa-me muitas dúvidas, tal como Pauleta, como já mencionei!

O principal problema de muitos dos que querem a cabeça de Scolari é o esquecimento.
Antes de mais esquecem-se do que foi a selecção antes de Scolari, do que foi o vergonhoso Mundial 2002, e tudo o que envolveu a equipa técnica nessa ocasião.
Depois esquecem-se que não deveriam individualizar as diferenças com Scolari de modo a criar autênticos ‘problemas nacionais’!
E acima de tudo dão por adquirido que uma selecção é o conjunto de jogadores de uma nacionalidade, que estão em melhor forma em determinado momento, algo de que discordo em absoluto, e que felizmente também não parece ser a opinião de Scolari…

Meio mundo jornalístico tornou Ricardo na figura portuguesa do Europeu. A comunicação social nunca lhe perdoou as críticas à própria comunicação social (prima donas em choque, claro está…) e tornou-o no jogador mais em foco, erradamente. Primeiro porque se Baía deveria ser convocado o único a não ser culpado da não convocação era Ricardo. Depois porque podiam ter enfraquecido a selecção e logo no ponto mais fulcral que é o seu guarda-redes.
Enquanto tudo isto assumia contornos de questão nacional ninguém se lembrou de que o mesmo Scolari se esquecera de JVP, à altura perfeitamente convocável. Ninguém deu pela falta de Sérgio Conceição. Ninguém questionava R.Costa em vez de Deco. Maniche não era necessário. Carvalho nunca iria substituir Couto. Apenas Ricaro e Baía interessavam.

Ironicamente Baía substituía Romário (o folhetim do escrete em 2002!) na agenda de Scolari.

Na caminhada para o Europeu ficaram pelo caminho várias estrelas. No próprio Europeu houveram mudanças. Estupidamente houve quem fizesse questão de culpar Ferreira, Couto, Rui Jorge e Rui Costa pela derrota frente à Grécia.
Depois do Europeu voltaram as escolhas de Scolari. R.Costa encostou-se, Couto foi encostado e seguiu-se-lhe Rui Jorge. A imprensa achou que Couto era dispensável, que Rui Costa saía pela porta grande e que Rui Jorge estava velho, mesmo quando não havia alternativas a Valente! Não houve problemas, a não ser o raio da não convocação de Baía, e a perseguição a Ricardo.

Embora com um grupo sobejamente fácil no apuramento para 2006, Scolari comandou a equipa a um registo assinalável (deverá ser o melhor de sempre!) e colocou Portugal na rota certa para o mundial, enquanto países como Espanha, Inglaterra, Rep. Checa e França ainda vão ter de suar as estopinhas para lá chegarem…

A imprensa, e os comentadores ainda não perceberam que tanto na campanha de 2004 como agora na de 2006 Scolari não chamou os melhores de cada momento.
Chamou os que achava que lhe davam mais garantias, juntou os jogadores, deu claramente a entender quem jogaria e quem estaria a prazo. Quem eram os jovens lançados e quem seria convocado para o Europeu.
Construiu um equipa. Uma verdadeira equipa! Como nunca Portugal teve desde 1966, onde os tempos eram outros e houve o bom senso de juntar 20 jogadores dos maiores clubes de Lisboa que se conheciam há anos!!!

Por muito que os cães ladrem Baía nunca será convocado por Scolari. Ricardo será dono e senhor das balizas de Portugal até Bruno Vale o substituir. Couto jamais voltará. Valente será indiscutível à esquerda. Costinha e Maniche jogarão recuados no miolo. Figo jogará, até de joelhos se for preciso! Pauleta será o ponta de lança, para mal dos meus pecados! Nuno Gomes corre o rico de falhar o Mundial se Almeida se impuser no Porto. Boa Morte não será certo. Viana e Fernandes precisarão de muita sorte para fazerem parte dos eleitos e Tiago também! Conceição bem poderá marcar 300 golos no Standard! Ricardo Rocha bem pode esquecer o Mundial e Beto também. Alex será esquecido, Jorge Ribeiro também pois a vaga será de Caneira!

Mas no final das contas Scolari terá a sua equipa, provavelmente a jogar de olhos fechados. Terá experiência (o capitão será Figo!) e juventude (Ronaldo é titularíssimo, Moutinho e Vale estão na polé-position da convocatória) e terá tudo para fazer um bom Mundial que é como quem diz tentar chegar aos quartos-de-final, porque não teremos artilheiros para mais!!!

Eu continuarei a discordar, pelo menos dessa espinha chamada Pauleta, mas jamais negarei as evidências do mérito de Scolari, e os feitos notáveis que conseguiu e estou certo continuará a conseguir ao serviço da selecção!

Força Portugal!

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Alemanha 2006

ssia 0 – 0 Portugal

Foi um jogo pobrezinho o que a equipa de Scolari fez em Moscovo.

Com a atenuante de o resultado servir perfeitamente, de a maior parte dos jogadores estar em início de época, e naturalmente em menor apogeu de forma, esperava-se um pouco mais da equipa das Quinas.

Na baliza Ricardo fez o que se lhe pedia (para azia de muitos conseguiu ainda uma grande defesa que segurou o 0 – 0…), nas alas Ferreira e Valente estiveram fracotes, embora o defesa esquerdo tenha mais desculpa, no centro Andrade e Carvalho estiveram em bom nível e mostram que são do melhor que a selecção possui.

No meio-campo Costinha esteve pendular, embora seja de esperar que no Mundial o trinco português saia um pouco mais para o ataque, pois dá a ideia de que cada vez chega menos à área contrária. À sua frente Maniche esteve esforçado e pouco mais. Com a pontaria afinada para S.Petersburgo, deu a ideia de que nem com 100 remates miraria na baliza, quanto mais um golo… à sua frente esteve Deco, que não sabe jogar mal. Impressionante a qualidade deste rapaz, notável a condução de jogo. Esta selecção está cada vez mais Decodependente, e isso merece reflexão. Sobra Luís Figo, fora de forma, longe de uma qualidade fisíca exuberante. Perdeu bolas e duelos consecutivos, dá a ideia de estar a ganhar ritmo, e foi desumano vê-lo jogar 90 minutos, mesmo com as queixas de Deco pelo meio.

No ataque Ronaldo esteve assim assim, não esteve mal, mas não conseguiu imprimir velocidade, raramente conseguiu um arranque, e foi pouco decisivo, como lhe compete.
Na frente do ataque esteve Pauleta, ao seu nível. Fraco, muito fraco. Faltam-me adjectivos para classificar a exibição do 9 português.

Como suplentes apareceram Postiga, que também não está em forma, e está pouco moralizado, entrou Simão, que não fez a diferença e jogou pouco na linha, como seria de esperar, e Moutinho, que embora tenha entrado bem, tenha até conseguido o mais perigoso remate e tenha imprimido velocidade, entrou apenas a 10 minutos do fim, numa altura em que ao russos já se contentavam com o empate e defendiam com 9 homens.

Saldou-se um empate, justo e merecido, que soube naturalmente a pouco.

Thursday, September 01, 2005

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E os timings foram mesmo definidos…

Wender e João Alves

A SAD finalmente fez a vontade a Peseiro e finalmente reforçou as alas da equipa do Sporting. E não fez por menos, oferecendo a “escolha” do treinador, considerado no ano passado o melhor extremo da finda SuperLiga.
No entretanto o Boro acertou com o Barça a compra de Rochemback. Ao Sporting restou apenas dizer que não tinha andamento para cobrir a parada inglesa, e muito menos o salário a pagar a Rochemback.
Mesmo assim, com o dinheiro fresquinho, o Sporting garantiu o melhor médio do campeonato que não actua já nos grandes, recentemente internacional, e que joga sensivelmente na mesma posição.
É indesmentível que o Sporting fica futebolisticamente a perder com a saída de Roca, uma mais valia evidente, mas em termos financeiros, Rochemback, que nunca foi jogador do Sporting, nem nunca viria a ser, permitiu ganhar Wender e Alves, equilibrar o plantel e aumentar os activos!

E o nº9 é… Simão!!!

A novela encarnada dos reforços de Agosto chegou ao fim!
Dos propalados nº9 e nº10 pouco se viu. Veiga prometeu um jogador melhor que Tomasson, e apareceu com Karagounis e Miccolli.
Parece-me evidente que o grego e o italiano são bons reforços e jogadores acima da média, mas têm pouco a ver com o que tinha sido prometido. Se são ou não melhores que Tomasson, o futuro o dirá – melhores que Karyaka e Beto é impossível que não sejam…
Mesmo assim Karagounis é um claro 8… só pode ser o 10 da selecção grega que joga com 9 defesas!
Já Miccolli é um jogador idêntico a Gomes, embora mais baixo e entroncado, mas está longe de ser o matador, ponta de lança, homem de área que tanto se reclamava!
Em resumo, Karagounis é uma cópia de M.Fernandes e Miccolli é um Nuno Assis com menos cabelo!
Mas a grande surpresa do defeso (que subtilmente abafou o tão prometido matador!) foi a contratação de Simão Sabrosa, por 18 M€. O ex-Benfica será mesmo o próximo capitão, jogará nas extremas, marcará (ou não) os penalties e os livres, e passará a ser o mais bem pago do plantel!

Só há uma coisa que eu não percebo – custava assim tanto admitir que não houve possibilidade de contratar um nº9 credível a um preço aceitável? Será isso um crime tão grave?