Sporting... sempre!

Esforço, dedicação, devoção e glória!

Friday, October 21, 2005

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Ecos azuis de crise

Perdeu-se com o Benfica e suou o alarme nas hostes azuis.
Os menos optimistas (e mais entendidos) já previam há algum tempo o rombo na confiança azul. Afinal, não é à toa que Co nunca ganhou um título, e, por exemplo, nunca bateu Ronald Koeman, em 9 jogos. Nem a derrota com o poderoso Artmedia foi tão obra do acaso como isso.
Mas desenganem-se os que pensam que a solução se chama Jorge Costa, ou Raul Meireles, ou tão pouco Quaresma ou Almeida.
A questão é táctica, puramente táctica, e tenho dificuldades em prever que seja Co a resolvê-la. Para o bem ou para o mal, Adriaanse é um técnico de ataque, de espectáculo, e não vai agora mudar. Os portistas poderão esperar grandes exebições, brilhantes vitórias, mas é bom que se habituem à possibilidade de vir a serem goleados. Oxalá o jogo de hoje não venha já a ser o começo deste mau hábito.
A equipa do FCPorto é fraca a defender (quem viu a pré-época percebeu que Adriaanse nunca se preocupou muito com este aspecto…), tem fracos intérpretes (Cech poderá vir a ser diferente… mas todos os outros são na melhor das hipóteses medianos) e nenhuma liderança (essencialmente após a saída de Emanuel). Ora bem, se formos honestos rapidamente chegaremos à conclusão que Jorge Costa resolveria o problema da liderança, mas nunca todos os problemas…

A tudo isto se junta outra curiosidade – no ano passado foi frente ao Nacional que a ruptura se deu definitivamente entre adeptos e jogadores, e este ano, será na mesma Choupana a prova de fogo para Adriaanse e seus pares.
E por falar em curiosidades, Costinha, o único jogador que por si só poderia fazer alguma diferença táctica nesta equipa, também já não está…
Frente ao inter muitos quiseram ver a crise ultrapassada. O FCPorto foi um justo vencedor, esforçado, bem melhor que frente ao Benfica, mas há ainda muita coisa por esclarecer. O que fará o Porto quando não marcar de auto-golo, e remate com ressalto? Como reagiram os jogadores a uma desvantagem? E ao 2-1 do adversário, com o peso do fantasma Artmedia? E Ibson, dos melhores até agora, fica fora do “novo” esquema? E Ricardo Costa é pior que Pepe? E as bolas paradas de Peixoto vão acabar?
Tem a palavra o senhor Co…


Ecos verdes de crise

A situação tornou-se insuportável, e Peseiro saiu mesmo.
Pelas declarações (patéticas) de Dias da Cunha, é fácil perceber que se o Sporting tivesse vencido a Académica, mesmo com uma exibição miserável, o treinador, e toda esta embrulhada administrativa continuaria. Há mesmo males que vêm por bem.
Peseiro é um bom treinador, e mostrou-o. Vai aprender com os erros, e estou convencido que terá uma carreira de muito sucesso, em Portugal ou no estrangeiro.
No Sporting fez um trabalho positivo, e não será esquecido.
Agora a substituição, naturalíssima de quem estava à frente da Instituição, Dias da Cunha que apostou tudo em Peseiroé o mínimo que teve que acontecer.
Aliás, também no Sporting a questão não se resume apenas ao treinador, ou especificamente a Peseiro. Ou a Barbosa, ou à indisciplina de alguns brasileiros, ou do capitão.
O problema leonino é estrutural, e por isso mesmo deve mudar-se toda a estrutura que gere a SAD. Dias da Cunha, Paulo Andrade e Rui Meireles saeim da estrutura, pelo menos da esfera do futebol, podendo ou não continuar no clube noutras funções (Rui Meireles).
A escolha do treinador foi quase pacífica. Quem está por dentro percebe que alguém conhecedor do clube e das condições, que tenha um vencimento baixo, que queira singrar no futebol, se possível coadjuvado por alguém que sente o clube no coração, e que foi em tempos um grande capitão, reúne as melhores condições.
Neste caso, Paulo Bento e Oceano encaixam ‘certinhos’ no perfil.
Quem está de fora preferiria um grande treinador, como Le Guen, Deschamps ou Cúper. Outras vozes, vindas de perto, apontavam para Camacho.
Eu, embora concorde plenamente com a escolha, gostaria de ver o Sporting treinado por Fabio Capello, com José Couceiro como adjunto!

Tuesday, October 18, 2005

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SuperLiga Betandwin - Jornanda 7


Rio Ave 1 – 2 SCBraga
Mais um jogo, mais uma vitória bracarense, cada vez mais um sério candidato ao título. Os bracarenses jogam compactos, não se ressentem das perdas de Wender e João Alves, não acusam a falta de João Tomás, Cesinha e Delibasic, e mais importante do que isso já são tratados pelas arbitragens como candidatos ao título.
A arbitragem de Paulo Costa foi uma vergonha. E ainda andava por aí um Eugénio Queirós a proclamar que este era o melhor árbitro nacional. O amarelo a Mora, mais até que o penalty que decidiu o resultado, é prova clara do facciosismo do árbitro…

FCPorto 0 – 2 SLBenfica
Boa vitória do Benfica, que levou a lição bem estudada, e que soube aproveitar os deslizes adversários. Mesmo assim a exibição, para além de bem conseguida defensivamente, foi pouco mais do que isso. Valeu a inspiração (recorrente!) da defesa azul, um verdadeiro caos…
Resta saber se o Benfica fará agora como o Sporting, que depois da vitória no derby pensou que tinha uma grande equipa e jogava muito futebol… e agora é o que se vê!
Mesmo assim Koeman está agora de pedra e cal (mesmo que o 11 seja o elaborado pelos jornalistas…) e terá mais tempo para ir impondo as suas ideias, enquanto os adversários se vão contentando com crises.

Sporting 0 – 1 Académica
O Sporting voltou a não jogar nada. Não atacou nem defendeu. Limitou-se a controlar a meio campo, sem deslumbrar, e sem criar ocasiões de golo.
Neste momento o Sporting não tem defesa, não tem ataque, e nem sequer meio-campo. E só não voltou a apanhar mais 3 batatas porque Ricardo teve que ir para a baliza, para mais uma lufada de classe, para desespero de muitos.
Sá Pinto é o único que ainda vai correndo, Moutinho já aprendeu a jogar mal, Polga não rendeu à esquerda e desta vez foi Alves que esteve mal à direita. Douala não merece a camisola que veste (há muito que isto acontece!), Liedson e Deivid não parecem ir muito à bola com Peseiro. A tudo isto soma-se o facto de Peseiro continuar a jogar com os mesmos que não o querem, e a deixar de fora Martins, Pinilla, Nani, Marques, Varela ou Semedo.
E só Dias da Cunha não percebe que a equipa e o grupo, com Peseiro, não terão emenda.
A nós, adeptos, resta-nos ver a equipa a arrastar-se no terreno, sem saber o que fazer à bola, sem saber quem joga aonde, sem rei nem roque, um pobreza franciscana como já não me lembrava.

Friday, October 07, 2005

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SportingCP

Depois de uma semana negra de futebol, com uma eliminação escandalosa aos pés do Halmstads, e uma derrota vergonhosa em Paços de Ferreira, a pergunta que se impõem é saber se estamos perante o fim do comando de Peseiro no Sporting, e mais até do que isso, se esta direcção se aguentará firme até final do Centenário…

Taça Uefa
Depois da eliminação aceitável aos pés de uma forte Udinese, com arbitragens polémicas à mistura, e um jogo em Alvalade muito positivo, a passagem à fase de grupos da Uefa tornava-se imperiosa. Mais ainda ficou quando o adversário em sorteio foi o semi-amador Halmstads.
Se na Suécia o Sporting juntou a uma pobre exibição um resultado q.b., já em Alvalade foi confrangedor ver uma equipa a arrastar-se, perante os seus adeptos, sem saber o que fazer dentro de campo.
O segundo objectivo da época foi por água abaixo, num ano de importante afirmação europeia, em que era imperioso mostrar à Europa do futebol que a final de Lisboa não foi obra do acaso.

O começo do fim – Nélson
Muitos lembrarão o jogo da Choupana como o início desta crise. Eu vou mais longe e recordo a todos que os sinais de crise começaram logo depois da eliminação em Udine.
Honestamente, todos os sportinguistas recordarão que a vitória nos Barreiros foi mais fruto do jogo miserável do Marítimo, do que da boa exibição do Sporting, que mesmo assim se valeu da genialidade de Liedson, e pouco mais.
Dias depois, o derby de Alvalade foi mais do mesmo. O Sporting não jogou grande coisa e contou com a ajuda do Benfica (e de Koeman!) que terá feito uma das piores exibições de que há memória em Alvalade. A isto juntou-se um normal brio acrescido dos jogadores leoninos em dias de derby.
A questão agora é saber o que se terá passado de Udine para cá. Para mim as diferenças visíveis são apenas duas – Ricardo e Rochemback.
A questão do brasileiro é delicada. O jogador tinha muita qualidade, era fundamental no Sporting, mas foi um óptimo negócio financeiro, que até passou mais pelo Barcelona que pelo Sporting. Foi algo natural, que não surpreendeu. Mesmo assim não me parece que tenha sido por sí, até porque no comando do meio-campo ficou Moutinho, provavelmente o mais promissor jogador leonino, que tem continuado a fazer boas exibições.
A grande diferença, a meu ver encontra-se em Ricardo.
Será que o Sporting tem jogado mal, ou perdido por causa de Nelson? Não, de todo. Nelson é um guarda-redes acima da média, experiente e que não tem desapontado. Tem estado suficientemente bem, e não tem sido por ele que o Sporting tem perdido, mas a verdade é que toda a situação que o conduziu à baliza foi mal gerida, e até para Nelson foram injustos.
Pela primeira vez na minha vida conheço um bom guarda-redes, grande profissional, importante no balneário, criado na casa, querido pelos adeptos, que joga a titular porque os jornalistas e algumas dezenas de sócios não gostaram de ver outro (Ricardo) na baliza.
Como se isto não bastasse, o treinador, depois de delicada reunião com responsáveis da SAD, esclarece que Ricardo não jogará os próximos dois jogos pelo ambiente que se criou em seu redor.
Aqui começam as incoerências.
Se o problema é o clima criado em redor dos jogadores, por adeptos e imprensa, como justifica Peseiro (e a SAD) que Paíto jogue no Sporting? Que me lembre apenas há no plantel outro jogador que é tão assobiado em Alvalade como o moçambicano – Tello. E então porque joga Tello?
E se formos mais longe, porque joga Loureiro? E porque é que os assobios constantes nos últimos jogos a Douala não proporcionaram a entrada de Nani da equipa em deterimento do camaronês?
E se falarmos em clima, porque não joga mais tempo Pinnilla, autêntico abono de família dos associados?
Será que na situação de Ricardo o clima e a contestação conta, mas noutras situações já não?
E a contestação a Peseiro? Será que essa contestação (a maior no estádio!), mais as notícias de novos possíveis treinadores na imprensa, não serão suficientes para Peseiro pedir a demissão?

Devo agora salientar que nada me move contra Peseiro como treinador. Penso até que foi o principal responsável pelo futebol agradável que o Sporting conseguiu na última época, mas agora perdeu a coerência. E perdida a coerência nas decisões, está perdida a equipa.

O grande problema actual é que a equipa já não quer Peseiro.
Poderão querê-lo Nelson (entende-se), Sá Pinto ou Beto, mas tenho dúvidas que o queiram Polga, Rogério, Liedson, Ricardo, Douala, Pinilla e outros. Basta atentar pelas últimas exibições de alguns deles para constatar isso mesmo.

Preparação física
Não tenho conhecimentos suficientes para aquilatar da importância de um preparador físico na equipa do Sporting. João Aroso confessou há dias que já na época passada a componente física era da responsabilidade de Peseiro.
Mas o que eu sei é que um plantel minado de lesões não pode ir muito longe.
Custódio (imprescindível) só agora se mostra disponível, Carlos Martins continua no estaleiro, Edson vai de lesão em lesão, Tello também tem problemas, Pinilla já vai na terceira desde o começa da época, Rogério foi à faca, Beto esteve lesionado, Semedo também, Deivid ainda não conseguiu fazer uma semana seguida de treinos a 100%, para já não falar de jogadores de menor importância no plantel…
Será que alguém já se esqueceu que as primeiras 5 jornadas da época transacta tiveram este ponto em comum, pois já na altura Rochemback, Martins, Custódio, Douala, Niculae e Sá Pinto estavam no estaleiro…?

Paulo de Andrade
O homem da SAD, supostamente homem-forte do futebol, é uma figura esgotada na estrutura do Sporting. Dias da Cunha, responsável máximo do clube, já devia ter percebido isso há muito tempo. Cada vez mais a situação se torna irrecuperável.

O futuro
Parece incerto o do Sporting. Estes 15 dias servirão para apontar baterias à Académica, mas o ambiente (mesmo com as ‘pazes’ feitas com as claques…) no próximo dia 16 será de cortar à faca.
E ninguém, principalmente Peseiro, se esquecerá que a guilhotina estará preparada para o treinador – caberá a Peseiro a última palavra.


Curiosidade
No jogo frente à Académica, de vital importância, Peseiro não deverá poder contar com nenhum defesa direito (Rogério lesionado e Garcia castigado), nem com nenhum defesa esquerdo (Edson e Tello lesionados, Paíto não é jogador de futebol e Marques está na equipa de juniores!). A isto juntar-se-á apenas um trinco disponível (Loureiro está lesionado), e a ausência de Martins é quase certa.
Contando com a manutenção da frequência das lesões, nestes 15 dias aparecerão mais duas ou três, o que não deixará de provocar curiosidade em relação ao 11 a apresentar por Peseiro!

Sunday, October 02, 2005

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Uma vergonha!

É dificil expressar tudo o que me vai na alma, mas vou tentar fazê-lo já amanhã, em jeito de balanço, e esperançado que 'algo' já tenha mudado.


Sporting Sempre